sexta-feira, 13 de abril de 2012

CADEIRANTES LUTAM PELO DIREITO DE IR E VIR

As dificuldades com transportes, más condições das vias e falta de estrutura em espaços públicos ou privados são problemas para toda população. No entanto, para os portadores de necessidades especiais, os obstáculos tornam-se ainda maiores.
JUSTIÇA - Os contratempos com a falta de adaptação não ficam sujeitos somente às escolas. Nas universidades é comum se deparar com a falta de estrutura. Não é raro o caso em que somente após representações judiciais é que são implementadas as mudanças para garantir a acessibilidade.
UNIVERSITÁRIOS - Atualmente, muitas universidades estão integradas com os alunos para discutir e melhorar a vida do jovem portador de necessidade especial. É o caso da USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul), que em 2007 criou o Núcleo de Acessibilidade, possibilitando aos alunos maior independência no ambiente universitário, além de preparação pedagógica aos estudantes.
A inclusão desses alunos no Ensino Superior ainda carece de atenção direcionada, que contemple as dificuldades e necessidades dos graduandos e, então, possibilite o acesso efetivo por parte desses alunos nas atividades acadêmicas", conta a coordenadora do Núcleo de Acessibilidade, Erica Garrutti.
Com a iniciativa, a USCS visa também um trabalho com a comunidade. "Mais do que possibilitar a acessibilidade física, estrutural da universidade, caminha-se no sentido do acolhimento da diversidade, trabalho pedagógico diferenciado e formação continuada da comunidade universitária", diz Erica.
O núcleo desenvolve ações como orientação aos alunos portadores de necessidades especiais, promovendo planejamento das instalações da universidade, reuniões pedagógicas e aplicações de avaliações para os alunos utilizando recursos de acessibilidade, como impressões em braille e escaneamento e digitação de matérias.
CONQUISTA - Jefferson Miguel, 33 anos, se formou em Administração em 2009 e foi um dos alunos que se beneficiaram com as atividades do núcleo. Cadeirante desde os 24 anos, ele sentiu grande diferença quando o setor começou a atuar na USCS. "Na época, com a ajuda do núcleo de acessibilidade, dos professores e dos funcionários da USCS, foi tranquilo. Eles ajudaram nas aplicações das provas e os funcionários ajudavam na locomoção dentro da faculdade."